Adquirir um veículo em leilão é uma prática que vem se tornando cada vez mais comum por suas características facilitadoras.
Existem diversas maneiras de conseguir realizar o sonho do carro ou da moto própria por meio de um leilão de veículos.
Como funciona o leilão de veículos
Dentre as opções para os consumidores está o leilão de seguradoras. Trata-se da venda de veículos de pessoas que uma vez acionaram o seguro e foram indenizadas. Nessa modalidade, é muito comum encontrar tanto motos em situações mais adversas, como com grandes defeitos e faltando algumas peças, como aquelas com bem poucos reparos a se fazer. Logo, é importante avaliar os detalhes da moto que deseja comprar.
Por outro lado, o leilão feito por bancos e financeiras funciona quando alguém compra um veículo e não consegue continuar os pagamentos das parcelas, obrigando empresas credoras a retirarem o automóvel.
Ainda, existem as opções de leilão judicial, renovação de frota e até mesmo os promovidos pelo Detran.
Vantagens e desvantagens do leilão de motos
Uma das principais vantagens de adquirir um veículo por meio de leilão é o preço final dele. Por se tratar de uma modalidade de compra que está sujeita a diversos tipos de carros, em diferentes estados de conservação, existe margem para o comprador negociar o valor final do negócio.
No entanto, também é possível se deparar com algumas opções de compra não muito vantajosas, o que pode gerar uma dor de cabeça para o motorista no futuro.
Para garantir que o negócio de leilão de motos será vantajoso, não esqueça de checar com cautela a procedência do veículo, sua quilometragem, seu estado e seus documentos.
Moto de leilão pode rodar?
Diante disso, existe uma dúvida que acaba surgindo: é possível rodar com uma moto de leilão em qualquer lugar?
A moto adquirida em um leilão pode ser classificada de duas formas, e é isso que irá responder se o veículo está apto para rodar normalmente por ruas e rodovias. São elas: conservada ou sucata.
Caso a moto arrematada seja conservada, a resposta para essa dúvida é sim! Ela pode rodar normalmente sem causar grandes problemas para o seu dono.
Dependendo da origem do veículo comprado, é importante se informar se é necessário fazer um procedimento conhecido como rematrícula do veículo no Detran, que é o órgão responsável por regulamentar motos, carros e caminhões. Ainda, é importante que o dono se responsabilize por pagar o IPVA do ano em questão, que é o imposto que incide sobre veículos automotores.
Portanto, antes de fechar um negócio em leilão, é indicado saber qual é a procedência do veículo para evitar maiores problemas.
A moto classificada como sucata, por outro lado, não possui direito a uma nova documentação, sendo impossível trafegar. Essas são vendidas unicamente para desmanche.
Regularizando sua moto de leilão
Para realizar a regularização da moto comprada em leilão e poder usá-la livremente, é importante seguir alguns passos no Detran.
São eles:
Requerimento para desbloqueio de sinistro (caso haja);
Nota fiscal original de compra da moto do leilão (emitida pelo leiloeiro);
Original do Auto de Leilão (emitido pelo leiloeiro);
Originais e cópias de documentos pessoais, como RG, CPF e comprovante de residência;
Certificado de registro de veículo (CRV);
Certificado de segurança veicular (CSV);
Laudo de vistoria obtido em Empresa Credenciada de Vistoria (ECV);
Comprovante bancário do pagamento da taxa de emissão do CRV (Certificado de Registro do Veículo).